terça-feira, 15 de abril de 2014

Mobilidade e Sustentabilidade


Nossas cidades atravessam momentos difíceis, vivemos um caos que não entendemos. Só o percebemos, quando se tem a impressão que todos, ou quase todos, resolveram sair às ruas, com seus veículos automotores. Ou quando os sistemas, de transporte público, colapsam, em virtude de greves, ou mesmo quando revelam,  a precariedade em que se encontram. Não se faz investimento no segmento há muito tempo.
Estes sintomas e sensações nos fazem refletir e, constatamos,  como são obsoletos e de como não paramos, para dedicar a atenção devida. Precisamos rediscutir e rever os planos. Não é possível que continuem, circulando, pelas metrópoles, carros com um único passageiro, a bordo. Fechamos os olhos e, continuamos, a privilegiar o transporte individual motorizado.
O caos instalado e, intensificado, pelo aquecimento global, a falta d’agua e não coleta de lixo e de resíduos,  aumentam  o desconforto. O cinismo, dos governantes e órgãos responsáveis, tais como SABESP e  CETESB . Por exemplo, a SABESP, cobra de todos, nas contas, a taxa de tratamento de esgoto, mas não nos da a contraprestação, que seria o tratamento deste. Tudo isto amplifica, esta sensação ruim e, contribui, para que se alimente um sentimento de desesperança e descrédito, nas ações políticas. Outro sintoma que, demonstra a falta de planejamento, são os deslocamentos sem sentido, de um lado para o outro das pessoas, que acabam desperdiçando horas e horas, entre suas casas e os locais de trabalho. Perdendo estas, o convívio e a qualidade de vida.
Temos exemplos de sucesso, em outros países, que poderíamos implantar,  imediatamente e, a um baixo custo, e Compenhague serve para tanto. Esta cidade tem, como projeto, ser a cidade  mais amigável,  para o ciclista. Estabelecendo como meta para 2015 este objetivo. Lá mais da metade da população, se desloca sobre duas rodas, ou seja, a bicicleta. E segundo estudo, economiza-se o equivalente a 1 Real, na saúde, quando um ciclista esta em circulação. Além de desenvolverem e aplicarem projetos, que privilegiem as ciclovias.  As possibilidades, de integração, do modal bicicleta, aos outros modais de transporte público, são alternativas sustentáveis, mas, os nossos dirigentes, não as entendem como prioritárias e, não atentam que, além de não poluidora, a bicicleta melhora o bem estar dos indivíduos.

Por estas razões, entendo que precisamos interferir e, com urgência, definir a mobilidade urbana, como pauta principal. Não podemos esperar mais, pois o caos já se instalou...

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